22 de janeiro de 2026
#Especial

Setembro Amarelo: falar é preciso, acolher é urgente

Setembro Amarelo não é apenas uma campanha de prevenção ao suicídio. Ele é, acima de tudo, um convite para cuidarmos de pessoas, resgatarmos vidas e quebrarmos o silêncio que tantas vezes se transforma no maior inimigo da saúde mental.

Quando falamos sobre esse tema, falamos de algo que vai além das estatísticas. Estamos falando sobre gente de verdade, que sente, que sofre e que muitas vezes não encontra espaço seguro para se expressar. Falar sobre saúde mental é abrir portas para o diálogo, mas também é aprender a escutar com empatia.

Por que precisamos refletir sobre isso?

A vida anda em um ritmo acelerado. As cobranças, pressões e expectativas acabam gerando sobrecarga emocional em muitos de nós. Não por acaso, vemos crescer, ano após ano, os números de ansiedade, depressão e tentativas de suicídio. O setembro Amarelo nos chama a atenção para algo essencial: olhar para dentro, olhar para o outro e criar espaços de acolhimento.

O impacto em diferentes contextos

Nas escolas, falar sobre saúde mental é prevenir o bullying, é ajudar crianças e adolescentes a reconhecer e lidar com as próprias emoções, e a entender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem.

Nas empresas, é lembrar que colaboradores não são apenas força de trabalho. São pessoas, e quando o ambiente é saudável, os resultados aparecem: mais engajamento, menos afastamentos, equipes mais fortes.

Nas igrejas, é reconhecer que fé e cuidado emocional caminham lado a lado. Muitas vezes, esse é o primeiro espaço onde alguém procura apoio, e por isso é tão importante que seja também um espaço de escuta e acolhimento.

E como podemos agir?

A prevenção começa no simples. Começa quando perguntamos: “como você está, de verdade?”. Quando oferecemos escuta sem julgamento. Quando criamos ambientes em que falar sobre emoções não seja um tabu.
Como psicólogo e analista do comportamento, acredito que cada conversa, cada reflexão e cada gesto de empatia têm o poder de transformar vidas. O setembro Amarelo não deve ser apenas um mês no calendário, mas um chamado para vivermos, todos os dias, com mais cuidado, humanidade e responsabilidade com a vida.

Ivan Rodrigues, Psicologo
+55 48 9159-3470

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