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Autoridades ambientais e APA da Baleia Franca atuam no resgate de baleia em Jaguaruna

Publicado em 14/06/2024


Divulgação
Autoridades ambientais e APA da Baleia Franca atuam no resgate de baleia em Jaguaruna

Baleia Bryde encalhada em Jaguruna, no Sul de Santa Catarina




O encalhe de uma baleia da espécie bryde (Balaenoptera edeni) mobiliza o Protocolo de Encalhes da APA da Baleia Franca/ICMBio desde a manhã de quinta-feira (13), na praia do Campo Bom, em Jaguaruna.

A informação chegou pro meio de um pescador parceiro, que localizou o animal e informou o ProFRANCA/Instituto Australis e a Polícia Militar Ambiental de Laguna. Em seguida, a Polícia Ambiental, a ONG Educamar e a equipe da APABF (Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca), que fazem parte do Protocolo, iniciaram os primeiros atendimentos.

“Trata-se de um animal jovem, com aproximadamente sete metros de comprimento”, informa Karina Groch, diretora do ProFRANCA, sediado em Imbituba (SC), cujo trabalho conta com patrocínio da Petrobras. A avaliação veterinária inicial, realizada pelo LabZoo/Udesc, mostrou que estava com boa respiração e condição corporal. Ao longo da quinta-feira, o animal teve sua frequência respiratória monitorada e mantido molhado, já que a incidência de sol pode provocar queimaduras na pele. O trabalho foi realizado pelas equipes do Protocolo, com o auxílio do Corpo de Bombeiros, de voluntários e da comunidade local.

Ao fim da tarde de quinta foi planejada uma tentativa de resgate, com apoio de uma embarcação de pesca local e de uma moto aquática. Apesar do esforço, não foi possível realizar o resgate. Uma nova avaliação está em curso nesta sexta-feira.

As baleias Bryde são grandes - o tamanho máximo registrado oi de 15,5 metros e elas podem pesar até 26 toneladas. Já os filhotes nascem com cerca de quatro metros, podendo chegar a 700 quilos. As fêmeas são maiores que os machos. E uma característica marcante é que possui três quilhas na cabeça. A coloração normalmente é de um padrão de cinza escuro, com o ventre mais claro. Esses animais normalmente viajam solitários ou em pequenos grupos, já que não realizam migrações. É a única dentre os balenopterídeos que vivem exclusivamente em águas tropicais e temperadas. E é relativamente comum o encalhe desses animais na costa do Brasil. Atualmente é uma das poucas espécies de baleias que não está com risco de extinção.

A coordenação do Protocolo de Encalhes e Emalhes é formada pela APA da Baleia Franca/ICMBio, Instituto Australis, Associação R3 Animal, Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC, Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski da UNESC, Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos e Polícia Militar Ambiental que trabalham em parceria para o atendimento de encalhes e emalhes na região da APA.

O ProFRANCA - Projeto Franca Austral - é realizado pelo Instituto Australis e conta com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.









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