Luna Bacco conquista título de Campeã Brasileira na categoria Sub-16 de Skate Park em Curitiba (PR)
Com apenas 12 anos, a catarinense Luna Bacco foi um dos grandes nomes do Campeonato Brasileiro Sub-16 de Skate, realizado em dezembro, em Curitiba (PR). Ela conquistou o título de Campeã Brasileira na modalidade Park – Mirim, em uma competição que reuniu 22 atletas de vários estados. Talento não faltou. Constância, menos ainda.
Luna avançou em primeiro lugar tanto na fase classificatória quanto na semifinal. Na final, confirmou o favoritismo com a melhor volta do campeonato, somando 76,37 pontos e garantindo o título. Resultado limpo, sem sustos. “Fiquei muito feliz com minha volta na final. Andei do jeito que treino, evoluí bastante e ainda me diverti”, resumiu a atleta, sem firula.
No Street, a história também foi forte. Luna liderou a semifinal com a maior pontuação da categoria, 181 pontos, e terminou a final na quarta colocação, em uma disputa de alto nível técnico. Hoje, ela é a única atleta catarinense e uma das poucas do país a competir simultaneamente nas modalidades Park e Street, além de encarar ladeiras urbanas. No skate, isso se chama ser “overall”.
Os pais, Thais e Bacco, acompanham de perto a formação da filha e sabem do que falam. Ambos vêm do paraquedismo e tratam o esporte com seriedade, mas sem paranoia. “O foco é o processo. O skate é ferramenta de aprendizado, disciplina, alegria e evolução. Resultado vem depois”, afirmam. Rotina equilibrada, sono em dia, alimentação cuidada e estudos andando junto. Básico bem feito ainda funciona.
Em 2025, Luna também participou de dois Best Tricks da Red Bull em Florianópolis e de uma campanha institucional da Prefeitura da Capital ao lado de Pedro Barros, reforçando uma trajetória construída com diversidade, maturidade e leveza — algo raro até entre adultos.
Fora do skate, Luna pratica ginástica artística semanalmente e já conquistou terceiro lugar no salto em competição realizada em julho. Como se não bastasse, atravessou mais de 60 km a pé pelos Lençóis Maranhenses ao lado da mãe, pela segunda vez. Energia não falta. Fôlego, menos ainda.











