Carnaval 2026 em Florianópolis reúne 1,6 milhão de pessoas e movimenta R$ 372 milhões
Florianópolis encerrou o Carnaval 2026 consolidando uma das maiores edições já realizadas na Capital. Ao longo de 20 dias de programação, mais de 1,6 milhão de foliões passaram por diferentes regiões da cidade. Só na Passarela Nego Quirido, cerca de 50 mil pessoas acompanharam os desfiles das 10 escolas da Grande Florianópolis.
A festa movimentou aproximadamente R$ 372 milhões na economia local nos últimos cinco dias, segundo projeções baseadas em dados consolidados e estimativas do setor de comércio e turismo. A taxa de ocupação hoteleira superou 90%, enquanto mais de 10 mil empregos diretos e indiretos foram gerados nas áreas de segurança, limpeza, alimentação, montagem de estruturas e serviços.
Com nove arenas espalhadas pela cidade e mais de 100 blocos nas ruas, o evento teve como novidade o trio elétrico na Avenida Paulo Fontes, ampliando o acesso do público às atrações gratuitas. A Prefeitura investiu R$ 2,2 milhões nas estruturas — R$ 1,6 milhão a menos que no ano anterior, destacando otimização de recursos.
Na segurança, até 405 agentes atuaram durante os dias de folia. Houve redução de 10,51% nos furtos em comparação ao ano anterior e nenhuma ocorrência grave foi registrada. O sistema contou com bases operacionais no Centro, videomonitoramento com reconhecimento facial e integração com as forças policiais.
A operação de limpeza mobilizou mais de 180 profissionais no Centro, com recolhimento superior a 110 toneladas de resíduos ao longo do período oficial. Somente na Passarela Nego Quirido foram três toneladas de lixo coletadas durante os desfiles. A cidade também reforçou iluminação, logística de coleta e pontos de entrega voluntária.
O desfile das escolas de samba teve como campeãs Consulado, Copa Lord e Império Vermelho e Branco. A programação incluiu ainda ações de acessibilidade, com intérpretes de Libras e pontos de apoio para pessoas com deficiência nas principais arenas.
Promovido pela Prefeitura em parceria com entidades culturais e iniciativa privada, o Carnaval 2026 reforça o peso econômico e turístico da festa para Florianópolis — e deixa claro que a cidade já joga na primeira divisão da folia nacional.
Trios elétricos também vieram para ficar
A cena se repetiu ao longo do Carnaval de 2026: arenas cheias, trios elétricos disputando espaço nas ruas e um fluxo intenso de foliões circulando pela cidade. Com público estimado em 1,6 milhão de pessoas, Florianópolis agora acelera o planejamento para o próximo ano e pretende lançar a programação de 2027 já em maio, numa estratégia para entrar mais cedo na disputa por artistas e ampliar o line up das atrações nacionais.
A decisão foi alinhada entre a produtora Hit Makers, do Grupo 4ZERO4, responsável pelas arenas desde 2025, e a Prefeitura da capital. A antecipação do calendário é vista como um passo importante para consolidar o modelo adotado recentemente. “Para disputar artistas maiores, o Carnaval precisa estar organizado com antecedência”, afirma o CEO do Grupo, Fernando Ligório.
O movimento ocorre após um crescimento expressivo de público. Apenas a arena do Centro reuniu cerca de 500 mil pessoas entre sexta e segunda-feira de Carnaval, salto de aproximadamente 400% em relação ao ano anterior. No total, a cidade registrou recorde histórico, com cerca de 1,6 milhão de foliões.
Entre os momentos de maior concentração, o tradicional Pop Gay levou cerca de 160 mil pessoas à região central, impulsionado pelo show de Gloria Groove e reforçando o papel das arenas dentro da programação oficial. O formato baseado em trios elétricos deve ser mantido após avaliação positiva do público.
O planejamento para 2027 também prevê aumento de investimento, ainda sem valores divulgados. Em 2026, o orçamento foi de aproximadamente R$ 7 milhões, cerca de 20% superior ao ano anterior.
Carnaval mais seguro do País
Além do crescimento de público, a organização destaca indicadores positivos de segurança. Segundo balanço das forças policiais, não houve ocorrências graves e os furtos caíram 10,5% em relação ao ano anterior. A operação integrada entre Polícia Militar, Guarda Municipal, Polícia Civil e equipes da prefeitura, somada ao controle de acesso com revista e monitoramento por reconhecimento facial, foi apontada como decisiva.
Crédito das fotos: Green Fotografias









