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ECONOMIA

Safra catarinense de milho chega a 2,8 milhões de toneladas

Publicado em 28/02/2019
James Tavares/Secom
Safra catarinense de milho chega a 2,8 milhões de toneladas

Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), o ganho de área se dá em função dos preços fortalecidos do cereal durante 2018. Por outro lado, a área plantada de soja, principal concorrente do milho nas lavouras catarinenses, irá diminuir 3,3%.


Maior importador de milho do Brasil, Santa Catarina amplia a safra em 11,4% e deve colher 2,8 milhões de toneladas do grão este ano.



O aumento do volume é resultado da expansão da área plantada e de uma das maiores produtividades do país. Com uma cadeia de proteína animal fortalecida, o estado produz apenas metade do milho necessário para abastecer sua demanda de aproximadamente sete milhões de toneladas/ano.

“Santa Catarina tem grande expressão na produção de carnes. Somos o maior produtor de suínos e o segundo maior produtor de aves do Brasil, e o milho é o grande insumo para manter essa produção. O abastecimento do grão é uma questão estratégica para o estado, principalmente para dar mais competitividade à cadeia de proteína animal”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

A boa notícia para o agronegócio catarinense é que regiões importantes para a produção de milho aumentaram substancialmente a área plantada do grão. A região de Curitibanos, que inclui Campos Novos, terá uma safra 57% maior este ano, com uma expansão de 40% na área plantada. O mesmo acontece em Xanxerê, região que terá uma colheita 23,7% maior este ano. Santa Catarina terá 331,7 mil hectares plantados, um aumento de 8,4% em relação à última safra.

Santa Catarina consome em média sete milhões toneladas de milho por ano. Deste total, cerca de 97% destina-se ao consumo animal, principalmente para produção de suínos e frangos de corte (83,8%). Este déficit de milho no estado é coberto pelas compras interestaduais, com origem principalmente do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Goiás, além das importações de países como Argentina e Paraguai.



Com informações de CIRAM/EPAGRI