Os
primeiros habitantes da Ilha de Santa Catarina foram
os índios Carijó, pertencentes à Nação Tupi-Guarani,
viviam em pequenas aldeias e sua base alimentar era
a caça, pesca e o cultivo de milho e mandioca. Seu artesanato
era muito diversificado, como: redes, esteiras, cestos,
cerâmica, armas trabalhadas em pedra polida e madeira,
canoa escavada em tronco do guarapuvu e a fabricação
de bebidas e farinha. A ocupação das áreas litorâneas
pelos primeiros europeus (séc. XVI), força a população
nativa a fugir para o interior do continente. Seu legado
cultural, permanece vivo na identidade catarinense.
A
fundação efetiva da Povoa de Nossa Senhora do Desterro
e posterior Desterro, ocorreu por volta de 1651, por
iniciativa do bandeirante paulista Francisco Dias Velho. Com
o processo de fortificação da Ilha de Santa Catarina,
pela Coroa Portuguesa, contemplou-se o objetivo de povoamento
da região a ser defendida, para a qual ocorreu um grande
afluxo de imigrantes, proveniente das Ilhas dos Açores.

Foi
o maior movimento organizado de transferência de colonizadores,
e totalizava 6.000 (seis mil) açorianos, entre o período
de 1748 1756. Para cada família foi destinada
uma pequena faixa de terra, que resultou numa planificação
territorial típica de minifúndios, com testadas exíguas
e caracterizado pela cultura de subsistência.
As
características da cidade que até então eram político
militar, alteram-se para um contexto econômico mais
apto a expandir-se com o florescimento comercial e marítimo,
pelo incremento de algumas fortunas que emprestaram
á localidade um ritmo intenso de progresso, acrescentando
uma preocupação a mais aos políticos em investir na
cidade que viria a ser a capital da província. A prosperidade
é notória entre 1830 a 1880, coincidindo com a elevação
à categoria de cidade e também com a visita de D. Pedro
II (1845), propiciando algumas medidas de saneamento
básico, urbanização e calçamento das principais ruas.
Modernização
A
construção da BR -101 veio facilitar os contatos com
o interior do estado o restante do país. Este acontecimento
coincide com o desenvolvimento, nos primeiros anos da
década de 70, da indústria turística do município. A
modernização de Florianópolis no final deste século
altera substancialmente sua paisagem urbana (edificações
em diversos estilos, surgimento de modernos edifícios
no lugar das construções seculares). As exigências do
transito obrigaram à construção de duas novas pontes
(Colombo Salles e Pedro Ivo Campos).
Sem falar nos 6
Km2 (seis quilômetros quadrados) do aterro
da Baía Sul, vindo separar a área central, que mantinha
secular intimidade com o mar. A expansão urbana saltou
do centro histórico para os balneários a partir da década
de 70, evoluindo rapidamente na década de 80 e hoje
é o polo turístico do Mercosul.
As 100 praias catalogadas são reconhecidas como tais pela população local, tendo, em alguns casos, mais de um nome. Outra porção da cidade está localizada no continente, onde encontram-se bairros importantes como Estreito, Jardim Atlântico, Coqueiros, Bom Abrigo, Itaguaçu, Abraão, Capoeiras e Balneário, entre outros. |
| FLORIANÓPOLIS |
| Fundação |
23
de março de 1726 |
| Data
festiva |
23
de março (aniversário da cidade) |
| Atividades
econômicas |
Turismo,
comércio e serviços |
| População |
433.158
habitantes (proj. IBGE 2012) |
| Colonização |
Açoriana |
| Caracteristicas |
Açoriana,
mas pessoas das mais diversas partes do Brasil e
do mundo são atraídas pelo charme
e exuberância das praias e da natureza de
Florianópolis. |
| Área |
A
cidade tem 436,5km2, sendo 424,4km2 na Ilha e 12,1km2
no Continente |
| Clima |
Temperado,
com temperatura média entre 20ºC e 30ºC. |
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| ATRATIVOS TURISTICOS |
Os atrativos naturais em Florianópolis é o que mais atrai turistas na alta temporada, e, na baixa temporada, as opções são os inúmeros bares que aqui existem, diversos restaurantes. As praias, o casario histórico, no estilo que reflete a cultura açoriana, tudo faz com que o turista que aqui vem, goste e retorne, a cada temporada de verão, aparecem famílias inteiras, jovens que praticam esportes radicais, adeptos do naturismo, pessas da melhor idade.
Canasvieiras : Praia que fica ao norte da Ilha de Santa Catarina, de águas calmas, quentes, que atrai muitos turistas latinos, principalmente argentinos e uruguaios.
Ingleses : A praia preferida por paulistas e gaúchos, um blaneário com boa infra-estrutura de serviços, hotéis, restaurantes e bares, possui vida própria o ano todo, e é o maior aglomerado urbano do norte da Ilha.
Praia Mole : Preferida dos praticantes do Surf e Vôo Livre, um santuário de sambaquis e dunas rasteiras, de mar bravio e gelado, com ondas perfeitas no inverno e de grande intensidade. Sua areia deu o nome à praia, fofa, onde os pés afundam. É o "point" da galera jovem da Ilha.
Joaquina : Sem dúvida, a mais conhecida de todas a praias de Floripa, considerada por muitos anos uma das melhores praias para a prática do surf do Sul do Brasil. Muitos campeonatos já rolaram na "Joaca", sendo que o mais prestigiado foi sem dúvida, o Hang Loose Pró Contest, que muitas saudades deixaram na galera do surf.
Jurerê e Jurerê Internacional : Quer ver casas bem construídas e uma das melhores infra-estruturas de veraneio de Florianópolis, vá até Jurerê Internacional. A praia é de mar aberto, mas de águas tranquilhas no verão, quando bate vento do quadrante norte, boas ondas para windsurf propiciam grandes manobras. Perto de Jurerê, fica a Praia do Forte, onde poderá ser apreciado uma das 5 fortalezas que ainda restam em Florianópolis, totalmente restaurada |
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